O que aconteceu ontem em Araioses, em uma reunião a portas fechadas, foi um verdadeiro divisor de águas. Lideranças e vereadores da base do prefeito Neto Carvalho sentaram-se com o pré-candidato a deputado estadual João Igor para uma conversa que, na verdade, foi um desabafo. E dos bons.
O recado dos vereadores foi claro, cirúrgico e ouvido por todos: “Nós apoiamos e não estamos sendo vistos e lembrados.” A frase, proferida por um dos parlamentares, escancara uma ferida que já não pode mais ser escondida. O grupo que mais tem votos para oferecer ao projeto de Orleans Brandão — que é o candidato do governador Carlos Brandão — está sendo preterido dentro do próprio governo.
E por quê? Segundo as denúncias, o secretário de Governo, Márcio Machado, movido por ambições pessoais (já que deseja ser prefeito em 2028), está concentrando todas as ações e recursos do Estado em um grupo político minúsculo e sem expressão eleitoral. Em outras palavras: Márcio Machado está usando a máquina estadual para irrigar uma base própria futura, ignorando solenemente quem realmente tem capilaridade e votos em Araioses.
Os números não mentem. E a história também não. O governador Carlos Brandão já sentiu o gosto amargo da derrota em Araioses quando apoiou uma candidata contra o grupo de Neto Carvalho à prefeitura. Em visita ao município de São Bernardo - MA, o próprio governador admitiu: "Lá em Araioses eu estive contra o Neto e levei uma taca doida."
Se a estratégia agora é repetir o erro e apostar em quem não tem força nas urnas, o recado dos vereadores foi profético: “vai levar uma ‘taca’ de novo!”
Diante da pressão, João Igor foi preciso. Sem rodeios, o pré-candidato avisou: “O governador quem vai escolher, ou o apoio do grupo Neto Carvalho, ou a interferência de Márcio Machado em Araioses.”
Agora a bola está com o governador. Que fique a dica: em Araioses, brincadeira política termina em urna. E o povo sabe muito bem separar quem é vidro e quem é diamante.
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